terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Artesãos se dão férias e feira de Joinville fica menor

Iná Graciema Moreira está há mais de 30 anos na feira de Joinville. foto: Eberson Teodoro

RENATO CÉSAR RIBEIRO
renato@gazetadejoinville.com.br

A outrora pujante feira livre de Joinville atualmente conta com poucas barracas. Já enfraquecida diante dos problemas dos últimos anos, especialmente quando foi retirada do calçadão da rua do Príncipe e foi parar na praça Lauro Müller, a feira contava com apenas seis vendedores na tarde dessa segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011.

Segundo Iná Graciema Moreira, há mais de 30 anos trabalhando no local e uma das fundadoras da feira, os outros artesãos que deveriam estar vendendo seus produtos por ali pegaram férias. “Tem muitos que trabalharam bastante e venderam bem. Já era para estarem aqui, mas a gente não sabe da situação de cada um”, diz.

Iná afirma que era para ter 40 artesãos na feira, porém são 12 barracas. “O movimento está fraco e fica dispendioso, então trabalhamos dois em cada barraca”, conta. Na tarde de segunda-feira, eram cinco artesãos da Associação Joinvilense de Artesãos (Ajart) e um que fora da associação. “A última é dos metaleiros (trabalhadores de metal) que não são nossos”, revela.

“Dizem que aqui vai ser a praça do artesanato. Fomos tirados do calçadão porque falaram que a gente atrapalhava o comércio, mas é ao contrário, a gente trazia pessoas para as lojas”, avalia Iná. Ela diz que turistas avaliam a feira de Joinville como a com produtos mais bonitos.

“Falaram que iríamos ter barracas fixas, que seria bem melhor. Joinville tem muita chuva e vento”, aponta. Os artesãos da praça Lauro Müller, no Centro, atuam das 8h às 17h, com possível fim antes devido ao tempo.

Naquele local, são vendidos chapéus, roupas, chinelos, produtos em couro e outros. Para fazer parte da feira, o interessado deve passar por uma avaliação e, depois de aprovado, paga uma taxa mensal de R$ 30,00, para manter o aluguel do local para guardar barracas, com contas de água e luz, asso, como o escritório para reuniões.

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