quarta-feira, 21 de julho de 2010

Cresce nível de escolaridade do eleitorado catarinense

Os eleitores que elegerão seus representantes nos 293 municípios catarinenses em 2010 possuem níveis de escolarização melhores em relação às últimas eleições gerais, que aconteceram em 2006. Conforme as estatísticas dos eleitores apresentadas pelo Tribunal Superior Eleitoral, na terça-feira, 20 de julho, atualmente há uma quantidade expressivamente maior de cidadãos aptos a votar que possuem ensino médio e superior do que há quatro anos.

Isso porque muitos dos atuais eleitores não possuíam diplomas em 2006, e também porque houve um incremento nas transferências de domicílio eleitoral, seja entre as cidades catarinenses, ou quanto à recepção de pessoas de outros estados que buscaram residir em Santa Catarina.

A porcentagem de eleitores que se declaravam analfabetos em 2006 era de 2,21%, hoje é de 1,99%, denotando uma redução, principalmente, quando comparada ao crescimento do número de votantes no Estado. A população eleitoral catarinense somava 4.168.495, em 2006, e na contagem apresentada pelo TSE no último dia 15 de julho apresenta 4.538.981, ou seja, uma elevação de 8,9%.No entanto, o percentual do estado dentro do eleitorado nacional permanece 3,3%.

Também diminuiu o número de eleitores que têm apenas o ensino fundamental. Antes eles eram 1.584.035 do total e hoje, apesar de ainda serem a maioria, são 1.583.960. Em contrapartida, deve ser destacado o crescimento no número daqueles com ensino médio: de 12,48% do eleitorado, passou a 14,9%. Quando totalizados somam atualmente 676.441 contra 520.423 contabilizados nas últimas eleições gerais.

As estatísticas chamam atenção também no que tange aos eleitores com nível superior: eram 150.276 e atualmente, 198.650. Este dado, particularmente, deve-se em grande parte às migrações, sobretudo de pessoas em idade produtiva e capacitadas para o trabalho que transferiram seus títulos eleitorais, seja dentro do próprio Estado, ou ainda oriundas de outros estados, como Rio Grande do Sul e São Paulo, principalmente.

Por Renata Queiroz
Assessoria de Imprensa do TRESC

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